«Planos de Mobilidade deveriam ser obrigatórios para cidades de 100 mil habitantes» Crisóstomo Teixeira
20-05-2010
Entre 12 e 14 de Abril, o IMTT – Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres – organizou a Conferencia Território, Acessibilidade e Gestão de Mobilidade, que teve lugar no Museu do Oriente, em Lisboa. O objectivo foi, segundo o presidente do IMTT, Crisóstomo Teixeira, criar massa crítica para que a questão dos transportes e da mobilidade estejam devidamente inseridos na elaboração PMOT – Planos Municipais de Ordenamento do Território, assim como ao nível da elaboração dos Planos de Mobilidade.

TR – Qual o objectivo do IMTT ao realizar este seminário dedicado ao tema “Território, Acessibilidade e Gestão da Mobilidade?
Crisóstomo Teixeira – Houve a constatação que, apesar do sector dos transportes ter a sua forma de trabalhar, os planos de mobilidade existentes já eram um pouco antiquados. Não tínhamos nada que pudéssemos oferecer aos municípios, empresas, entre outros, que pudessem servir como referência boa e moderna para elaborarem planos de mobilidade. É também a constatação de uma insuficiência nossa. No entanto, nos anos 80, houve um período em que a DGTT fez um bom trabalho neste âmbito e o modelo que foi elaborado na altura teve grande aceitação e foi adoptado por diversas autarquias. Mas estes planos não são apenas para municípios, e, actualmente, temos também de considerar a mobilidade das grandes organizações. Por exemplo, hoje não se pode fazer um centro comercial sem considerar-se a vertente da mobilidade. E quem fala em centros comerciais, fala também em hospitais, universidades, empresas… instituições que deveriam colocar a questão da mobilidade nas suas preocupações. O segundo aspecto está associado aos planos de ordenamento do território. Estes têm sido elaborados tendo em conta alguns cuidados relativos a transportes mas também de uma forma muito tradicional, e por vezes não se apercebem de que algumas regras do ordenamento do território provavelmente não darão o melhor resultado em termos de impacto relativamente ao sector dos transportes e às questões da mobilidade. Existem casos mais ou menos paradigmáticos, como o estacionamento. Uma das regras, que passa por definir um mínimo de estacionamento por área de construção, já não é o mais indicado nos dias de hoje…
Continua aqui…
Fonte: Transportes em Revista Online

Notícias
0
Adicionar comentário