Fomentar todo o tipo de mobilidade eléctrica é o objectivo da Associação Portuguesa para o Veículo eléctrico (APVE), que lamenta que em Portugal o enfoque esteja a ser dado, apenas, no veículo eléctrico de cinco lugares. «Portugal é dos poucos países em que o incentivo [à compra de um veículo eléctrico] se resume a um carro “normal”», sublinha o responsável.Aliás, para a APVE, a introdução dos veículos eléctricos tem necessariamente de passar por uma integração nas frotas das empresas, públicas ou privadas, para funcionar como mecanismo facilitador, permitindo aos utilizadores «ganhar confiança nas soluções, trazendo um efeito multiplicador».

Robert Stüssi, que irá estar presente no “Encontro de Autarcas”, a decorrer no âmbito da Urba Verde no dia 24 de Fevereiro, defende que a próxima etapa deverá passar pela formação de agentes que possam ser iniciadores da mobilidade eléctrica, dentro de empresas públicas ou entidades.

A falta de financiamento, diz, é um problema, já que os resultados estão à vista: há cerca de dois anos realizou-se uma experiência em todas as capitais de distrito, com autocarros eléctricos que circularam durante três meses. «Houve resultados, mas o financiamento terminou», lamenta.

Para o responsável, a única forma de avançar na mobilidade eléctrica é tentando aplicá-la a regiões-modelo, à semelhança do que acontece em alguns países europeus. «A ideia seria o governo estudar a melhor forma de financiar essas regiões-modelo. Estamos disponíveis para colaborar», sublinha.

Robert Stüssi deixa ainda uma crítica: «O Mobi.e tem 25 cidades aderentes e não alargou o âmbito. Para além de mais financiamento, é necessário um processo que mobilize pessoas», atira.

Fonte: Ambiente Online