Embora haja consenso em relação aos problemas, Fernando Costa e Telmo Faria têm visões diferentes quanto às soluções, sobretudo quanto à intervenção do INAG e às competências a assumir pelas autarquias.

Enquanto o primeiro considera que não deve ser a autarquia a assumir a gestão deste ecossistema, o seu homologo de Óbidos quer mais poder decisório e, inclusive, possui projectos para a dinamizar economicamente. “A lagoa está demasiado dependente da administração central. As comunidades locais podem queixar-se e reclamar, mas não podem fazer praticamente nada”, disse.Fernando Costa defendeu a existência de um instituto público que se dedicasse apenas à lagoa permitindo assim intervenções mais céleres, mas não concorda com a delegação de mais competências para as Câmaras porque estas não viriam acompanhadas de mais recursos financeiros.

Os dois autarcas mostraram também visões diferentes no que respeita à aquisição de uma draga para a Lagoa. Embora ambos concordem em comprar tal embarcação, Fernando Costa diz que se o fizesse, “o INAG mandava-me prender no dia seguinte pois trata-se de domínio do Estado”. Já o seu homólogo de Óbidos salientou que este instituto mostrou abertura para a aquisição daquele equipamento, tendo pedido que apresentassem um estudo económico, que a autarquia está a realizar.

Fonte: Gazeta das Caldas