A “Smart Cities and Communities Initiative” (Iniciativa Cidades e Comunidades Inteligentes) foi criada pela Comissão Europeia e lançada no passado mês de junho. Esta iniciativa tem por objetivo fazer das cidades europeias espaços com sistemas energéticos de baixo carbono. Ou seja, procurar soluções inteligentes com vista à criação de áreas urbanas mais eficientes energeticamente (na indústria, nos transportes, etc.). Depois do lançamento, a plataforma ainda se encontra a receber propostas para quem se queira candidatar. Há 75 milhões de euros para distribuir por 15 ou 20 cidades piloto e espera-se que os projetos arranquem no outono de 2012.

Traçar uma estratégia de desenvolvimento para as telecomunicações e integrar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) no desenvolvimento das “cidades inteligentes”. Este é o grande objetivo do consórcio Net!Works European Technology Platform, o de pensar a cidade como um todo, e em que as TIC são a forma de a interpretar e melhorar. Uma abordagem mais teórica, portanto, mas com ideias de futuro. “Podem ser instalados sensores nas ruas para que eu, antes de entrar nela com o carro, possa saber quantos lugares aí existem livres. Ou então, saber que não posso ir por essa rua porque aí houve um acidente, podendo optar depois por uma rota alternativa”, exemplificou Luís Correia, professor do Instituto Superior Técnico e coordenador do grupo de trabalho “Smart Cities” deste consórcio, numa entrevista ao jornal Arquiteturas. Em resumo, aumentar a qualidade de vida da população. Outro projeto lançado recentemente chama-se “The World Smart Capital Initiative”, que vai escolher a capital “inteligente” do mundo.

Em Portugal

Projetos e iniciativas à parte, em Portugal, as “cidades inteligentes” não são uma miragem. Até são mais ou menos palpáveis. As mais conhecidas serão a InovCity de Évora e a Plan IT Valley, em Paredes, cada uma com desenvolvimentos diferentes nesta altura do campeonato. Da valley de Paredes, poucas novidades se têm tido desde que o projeto foi lançado. Mas, no início deste mês, o promotor da iniciativ, Steve Lewis, garantiu ao SAPO que as obras de construção devem arrancar no início de 2012.

Por outro lado, em Évora já há cerca de 30 mil energy boxes (uma caixa que permite controlar gastos energéticos, resolver problemas remotamente, etc.) instaladas em casas dos habitantes da cidade alentejana. O objetivo da EDP, mentora deste projeto, é espalhar a InovCity ao resto do país num futuro próximo e, em 2012, espera ter 100 mil daquelas caixas em 100 mil lares dos portugueses. Em outubro, este projeto de redes elétricas inteligentes – considerado projeto de referência a nível europeu pela Comissão Europeia e pela Eurelectric – foi exportado para o Brasil, mais precisamente para a Aparecida, município do interior de São Paulo.

Fonte: newsplanetazul (on line)

*Texto escrito conforme o Novo Acordo Ortográfico.