«Combate à desertificação vai melhorar em Portugal»
16-06-2011
Lúcio do Rosário, Ponto Focal Nacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação,fala de um dos mais importantes projectos no domínio do combate à desertificação
Em que fase se encontra o projecto Desertwatch II?
O projecto iniciou-se em 2010 e deverá ficar concluído ainda neste ano. Esta extensão do projecto Deserwatch I – que envolvia países do Mediterrânico de Portugal à Turquia – trouxe novos actores, nomeadamente Brasil e Moçambique, e a participação da indústria e de centros de investigação nacional. A ideia é desenvolver indicadores de desertificação através de imagens de satélite, disponibilizando a informação para combater questões relacionadas com a desertificação. Para já foi elaborado, por um dos elementos do consórcio internacional, a carta de avaliação de degradação do solo e da sua produtividade. O documento está a ser “validado” pelas estruturas regionais. A partir deste documento e conjugando com outras variáveis, será produzido um conjunto de indicadores de desertificação, que será vertido num software a disponibilizar aos utilizadores finais.
Qual a importância desta ferramenta?
É uma peça essencial para o futuro, na medida em que teremos um conhecimento exacto das áreas afectadas pela desertificação, das áreas que estão a ser recuperadas ou intervencionadas, permitindo verificar os factores que estão a acentuar essa degradação e encontrar as medidas mais adequadas ao seu combate. No fundo vai ser fundamental para perceber os factores locais associados à desertificação.
Trata-se, portanto, de uma informação dinâmica…
Sim, porque nos dá as tendências. O problema é que andamos muitas vezes às cegas, mas para poder combater e travar a desertificação eficazmente precisamos de ter uma visão global do País. A ideia é podermos deixar de ter atitudes avulsas, e avançarmos por uma estratégia global. Nunca tivemos uma ferramenta deste género no País.
Isto quer dizer que o combate à desertificação vai melhorar?
Vai melhorar, sim. Com este sistema de informação poderemos intervir, por exemplo, do ponto de vista macroestrutural. Isto significa que poderemos ir controlando a dersertificação.
Fonte: Ambiente Online

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