Combate à erosão em Ovar
11-11-2010
A presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro declarou na quarta à noite em Ovar que a revisão dos planos de ordenamento da costa deve equacionar novas alternativas de combate à erosão e prever a protecção de zonas florestais.
Os planos de ordenamento devem ter em conta a protecção das populações e pensar em outras soluções para travar a erosão costeira, disse Teresa Fidélis num debate promovido pela Associação Juvenil Amigos do Cáster. “É total a abertura da ARH para considerar as diferentes alternativas possíveis”, garantiu.
No mapa do litoral, Ovar representa um “ponto vermelho”. Paulo Saramago, presidente daquela associação juvenil, diz-se especialmente preocupado com o desaparecimento da praia do Furadouro, onde as ondas “já comeram uma capela”, e do areal de Maceda, onde “o mar avança cada vez mais e pode vir a atingir a estrada, a base aérea e a lixeira que aí existe”, embora enterrada e selada.
A erosão em Ovar é agravada pelas mudanças “inesperadas” das correntes marítimas dominantes. Naquela costa, as correntes sempre tiveram proveniência noroeste, mas no último ano fizeram-se sentir de sudoeste, diminuindo assim o efeito de algumas intervenções no terreno.
Ontem, a ministra do Ambiente Dulce Pássaro disse no Parlamento que o investimento feito recentemente para travar a erosão em Ovar se revelou insuficiente, muito por causa destas mudanças de correntes. “Ovar não é uma obra esquecida, tanto mais que é a zona do litoral com maior exposição” à erosão, garantiu Dulce Pássaro, adiantando que vai “continuar a investir”.
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Fonte: Público

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