A Comissão Europeia vai impor regras mais duras para melhorar o desempenho energético dos edifícios, o que obrigará a repensar as técnicas de construção e a adaptar os materiais e as soluções tecnológicas a uma nova realidade. A conferência “Edifícios Balanço Zero: Rumo ao Impacte Nulo da Construção e Reabilitação nas Cidades”, que decorreu no dia 22 de novembro, em Lisboa.

 

A partir de 2020, as necessidades energéticas dos novos edifícios terão de se aproximar do zero, cabendo depois às energias renováveis a tarefa de suprir as carências que ainda possam existir. Esta meta foi imposta pela Comissão Europeia, depois de ter revisto, em 2010, a Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), substituindo o antigo diploma (datado de 2002) pela bem mais exigente diretiva 2010/31/EU. O desafio é para levar a sério, de tal forma que até ao fim do próximo ano a diretiva terá de ser transposta para a legislação de cada Estado-membro, Portugal incluído.

Tendo em conta esta nova realidade e os seus ambiciosos desafios, irá decorrer amanhã, no Museu das Comunicações, em Lisboa, a conferência “Edifícios Balanço Zero: Rumo ao Impacte Nulo da Construção e Reabilitação nas Cidades”, promovida pelo jornal Arquiteturas, em parceria com o Solar Decathlon Europe. Este evento pretende, acima de tudo, estabelecer a ponte entre as novas metas europeias e aquilo que poderá ser feito no terreno, tanto ao nível do planeamento, como dos materiais e técnicas de construção a serem aplicados, mas também as aplicações tecnológicas, destinadas à produção de energia “renovável”.

Sem querer perder de vista o que poderá ser o futuro das cidades, neste caso através das Smarts Cities, também vai estar em foco o projeto “Pacto dos Autarcas” – iniciativa destinada às autoridades locais de cada Estado-Membro que pretende incentivar a troca de conhecimentos e boas práticas entre os autarcas.

Serão igualmente apresentados vários dos projetos da “Solar Decatlhon Europe 2010”, um concurso de âmbito mundial que se revelou um autêntico caso de estudo, no que concerne à projeção e construção de habitações autossuficientes.

O programa detalhado pode ser consultado em www.jornalarquitecturas.com.

Fonte: Planeazul (on line)

*Texto escrito conforme o Novo Acordo Ortográfico.