Direito do Ambiente ganha dicionário
2-11-2010
A obra tem 400 entradas, reunidas em mais de 200 páginas e pretende ser uma palataforma estabilizadora de conceitos, construções e terminologias. Segundo Mário Melo Rocha, esta é «uma matéria que é muito nova e que ainda está fluída, está volátil. Ora, matéria jurídica que esteja volátil não ajuda à segurança jurídica, precisa de ter um instrumento que consolide terminologia, consolide conceitos e defina que, quando se usa um determinado nome para um determinado instrumento, nos estamos a referir exactamente àquele instrumento e não a um que está ao lado. É muito importante em matéria jurídica que isso ocorra».
E Mário Melo Rocha dá um exemplo: «durante anos, pessoas que lidaram com estas matérias usavam indistintamente os conceitos de “avaliação de impacte ambiental” e “estudo de impacte ambiental”, quando o estudo de impacte ambiental é uma peça, embora central, de um documento mais abrangente que se chama avaliação de imapacte ambiental». A clarificação destes conceitos legais é, então, o principal objectivo desta obra.
O livro pretende preencher uma lacuna na literatura académica e prática na área e ser um instrumento facilitador, uma ferramenta. Foi organizado em forma de dicionário «exactamente porque não se trata de um livro destinado exclusivamente a juristas, mas também a engenheiros, gestores, arquitectos, economistas, a todas as pessoas que lidam diariamente com as matérias ambientais», explica o autor.
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Fonte: Ambiente Online

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