Estradas portuguesas não estão bem sinalizadas
18-06-2009
Linhas tortas, apagadas, invisíveis ou pouco claras de noite. Marcas que apontam para zonas erradas ou que contrariam os sinais verticais de trânsito. Estes são alguns dos problemas com que condutores e peões convivem no dia-a-dia nas estradas portuguesas.
Os problemas das estradas portuguesas foram pela primeira vez sistematizados num estudo hoje apresentado pela Associação Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalização (AFESP) e que estima que, em média, mais de metade das vias não cumpram os valores mínimos de retro-reflexão durante a noite.
Apesar de o estudo se ter baseado em 59 troços de estradas dos 18 distritos do país, num total de 2400 quilómetros, os autores acreditam que os números possam ser bem piores já que excluíram, à partida, as estradas que nem sequer tinham marcações. Quanto ao critério de escolha houve dois: relevância na zona onde as vias se inserem e volume de tráfego. E alguns dos piores alunos foram a Segunda Circular, em Lisboa, e a Estrada Nacional (EN) 8 que liga Lisboa a Torres Vedras. Do lado dos bons exemplos destaca-se a EN4, em Évora.
O coordenador do relatório, o engenheiro João Almeida, explicou ao PÚBLICO que “o principal problema é de noite, por as marcas serem pintadas com poucas esferas de vidro”, o material responsável por reflectir a luz que nele incide e que garante ser “barato”: pintar um quilómetro de uma Estrada Nacional custa cerca de 1200 euros e não é o vidro que poderá mudar o preço. João Almeida mostrou-se especialmente preocupado com a situação numa altura em que “a população está a envelhecer e conduz cada vez até mais tarde”, pelo que sublinha ser necessário garantir que existam condições de segurança para que tal aconteça.
Fonte: http://www.publico.clix.pt/

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