«Quase dois terços das habitações portuguesas apresentam um enorme potencial de reabilitação urbana, especialmente as construídas nas décadas de 70 e 80, podendo melhorar a sua eficiência energética em média entre 25 e 50 por cento», afirmou Alexandre Fernandes, director-geral da ADENE – Agência para a Energia, na conferência “Edifícios Sustentáveis em Cidades Inteligentes”, realizada no âmbito do Salão Imobiliário de Portugal (SIL).

Segundo o director-geral da ADENE, «a casa “média” certificada dos portugueses corresponde a um apartamento urbano, localizado num edifício de três pisos, com uma tipologia T3, uma área de 110 m2 e uma classe energética C», havendo, por isso, muito espaço para a melhoria da eficiência energética nas casas portuguesas.

O aquecimento de águas (caldeiras e esquentadores), os isolamentos (cobertura de paredes e pavimentos), a correcção de vãos envidraçados e a energia solar térmica são as principais áreas de intervenção para melhorar o desempenho energético das habitações.

Lembrando que a Directiva 2010/31/EU obrigará, entre outros requisitos, a que todos os anúncios de venda ou arrendamento de casas incluam a sua classe energética, Alexandre Fernandes apresentou ainda as principais conclusões de um estudo da Data.E / Marktest, com base numa análise efectuada em 25 cidades. Nesse estudo, 59 por cento dos inquiridos afirma que uma boa classe energética pode influenciar o preço de uma habitação. «A valorização do valor de venda da casa, será sempre superior a 5 por cento», afirma a ADENE.

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Fonte: Ambiente Online