Esposende contra demolição de 196 casas pelo programa Polis
26-11-2010
Os proprietários das 196 casas de Cedovém e das Pedrinhas, em Esposende, que podem vir a ser demolidas pelo Polis solicitaram ao Ministério do Ambiente a revisão do programa de qualificação, tendo entregue um plano alternativo.
O grupo, a que se juntam outros cidadãos da praia da Apúlia, lançou uma petição na Internet na qual sustenta que o Plano Estratégico de Intervenção do Polis “contém quatro pressupostos falsos, o primeiro dos quais, o de que as edificações estão ilegais, dado encontrarem-se na zona de protecção da orla marítima, isto é, a menos de 50 metros da linha de rebentação nas marés vivas”.
O documento contesta, também, as teses do Polis, segundo as quais “as construções são responsáveis pela degradação dos sistemas dunares e estão em risco natural devido ao avanço espontâneo do mar”. Os moradores atribuem a erosão da costa aos esporões construídos pela autoridade marítima, há 50 anos, e dizem ter provas de que as casas se encontravam a mais de 100 metros da linha da maré alta, antes da colocação dos esporões.
Por outro lado, negam que “as edificações sejam relativamente recentes, do período de explosão urbana da década de 70 do século passado, e, nesse sentido, de construção ilegal”.
Continua aqui…
Fonte: Público

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