A vice-presidente da Microsoft acredita que será um efeito do aumento do investimento em TI.

Ao fim de 20 anos, a Microsoft não tem dúvidas sobre a solidez do negócio em Portugal. “Ao fim de duas décadas, podemos dizer que construimos aqui um negócio sólido e importante”, afirmou Pamela Passman, vice-presidente da multinacional, ao Diário Económico.

A conclusão sustenta-se em números. A Microsoft emprega hoje em Portugal mais de 300 pessoas e tem parcerias com mais de 400 empresas nacionais. No total, a empresa de ‘software’ e novas tecnologias, juntamente com os seus parceiros, assegura o emprego de 43% de toda a mão-de-obra especializada em tecnologias de informação (TI) no país. Uma equipa que, reforça Pamela Passman, “gera receitas superiores a 1,5 mil milhões de euros, sendo a maior fatia reinvestida na economia e inovação locais”.

Para a vice-presidente da Microsoft, os “ventos contrários que sopram na economia global são fortes e vão seguramente afectar o crescimento em Portugal”, como em muitos outros países desenvolvidos. Mesmo assim, a executiva está “bastante optimista” em relação ao sector tecnológico português. “Estimamos que o crescimento anual da despesa dos consumidores em ‘software’, entre 2010 e 2013, ronde os 4,4%” e que a criação de emprego nesta área possa “chegar aos seis mil postos de trabalho no mesmo período”, realça Pamela Passman.

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Fonte: Económico Online