Museu do Côa abre e fundação gere património
30-07-2010
É o grande momento pelo qual se esperava há muito – o Museu do Côa abre hoje, 15 anos depois da decisão de não se construir a barragem no rio Côa para se preservar um conjunto de gravuras paleolíticas único no mundo e classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.
O museu está pronto, a expectativa é muita, mas as dúvidas também. E nem a decisão de ontem do Conselho de Ministros de constituir a Côa Parque – Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa, entidade que ficará encarregada de “gerir e coordenar” o novo museu, situado em Vila Nova de Foz Côa, e o Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), parece resolver todas as dúvidas em volta do projecto.
Caberá à fundação “promover a salvaguarda, conservação, investigação, divulgação e musealização da arte rupestre e demais património arqueológico, paisagístico e cultural”. À saída do Conselho de Ministros, Gabriela Canavilhas classificou a nova fundação como “uma estrutura autónoma” que visa “congregar as estratégias” para o desenvolvimento sustentado da região do Douro.
Mas não é claro, por exemplo, se o parque arqueológico, com os seus cerca de 20 mil hectares, terá um enquadramento institucional como área protegida a partir desta fundação. E não se sabe quais são as entidades que vão integrar a fundação e de que meios vai ela dispor para gerir o património – durante a tarde de ontem, não nos foi possível esclarecer estas e outras dúvidas junto do Ministério da Cultura, cujos responsáveis estavam já a caminho do vale do Côa. Também a directora do PAVC, Alexandra Cerveira Lima, que passou o dia na preparação da inauguração do museu, não detinha ainda informação actualizada sobre o assunto.
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Fonte: Público

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