O novo sistema operativo (cujos preços oscilam entre os 220 e os 340 euros, consoante as versões) foi apresentado oficialmente hoje em vários países, incluindo Portugal. Segundo a Microsoft portuguesa, já 120 mil utilizadores em Portugal descarregaram cópias de teste antes do lançamento, para poderem experimentar um sistema que tem recebido críticas positivas na imprensa especializada.

Com o fracasso do Vista, a maioria dos utilizadores do Windows (um sistema operativo que tem o monopólio do mercado mundial, com uma quota a ultrapassar os 90 por cento dos computadores pessoais) está ainda a usar o Windows XP, lançado num longínquo 2001. Nessa altura, a utilização dos computadores era substancialmente diferente da actual e a conectividade constante à Internet de banda larga não era comum.

A Microsoft tem posto parte do esforço de marketing em anunciar uma interface de utilização redesenhada e a facilidade de utilizadores domésticos levarem a cabo tarefas como criar galerias de fotografias ou filmes caseiros. É precisamente o tipo de funcionalidades de que a rival Apple (que, apesar do aumento da popularidade dos computadores Mac, tem uma uma quota de mercado muito reduzida) se costuma orgulhar.

O Windows 7 surge também no mesmo ano em que a Google (que já rivaliza com a Microsoft em várias áreas) anunciou estar a desenvolver um sistema operativo. De acordo com os planos avançados pela gigante da Internet em Julho, o novo sistema deverá, em meados de 2010, equipar mini-portáteis baratos (os muito populares netbooks, categoria em que se insere o Magalhães, por exemplo).

O Windows 7 é ainda o primeiro sistema da Microsoft desde 1998 que não virá com o browser Internet Explorer integrado. Depois de uma batalha legal com a Comissão Europeia, a multinacional teve de incluir, em todas as cópias lançadas no mercado europeu, um opção que, durante a instalação, permite ao utilizador escolher um de entre vários browsers disponíveis no mercado. A comissão acusava a Microsoft de abuso de posição dominante, ao usar a grande fatia de mercado do Windows para levar os compradores a usarem o Internet Explorer. Esta medida faz parte de um acordo com o regulador europeu que deverá pôr fim a uma década de disputas legais, motivada por questões de monopólio e ao longo da qual a Microsoft recebeu multas pesadas.

A subsidiária portuguesa da Microsoft anunciou ainda uma parceria com a Associação Salvador (que defende os interesses de pessoas com deficiência motora), ao abrigo da qual revertem para a associação três euros por cada cópia do Windows vendida.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/