A estabilização da produção de resíduos sólidos urbanos e a evolução da recolha selectiva nos fluxos de vidro, papel e cartão são algumas das conclusões traçadas na Matriz dos Resíduos de Oeiras (1999-2008). O documento, divulgado hoje, é considerado como «uma importante ferramenta estratégica» para a autarquia, que assim pode apontar tendências para o futuro da gestão de resíduos em Oeiras.

A informação consolidada na publicação vai permitir ao executivo a definição futura de uma estratégia sustentável em matéria de gestão de resíduos. Uma das questões mais críticas da análise diz respeito à percentagem de recolha selectiva que, apesar da evolução positiva, representa uma média de 12 por cento do total de resíduos urbanos produzidos. «Terá que haver uma estratégia de actuação municipal no sentido do aumento da recolha selectiva», salienta o documento estratégico.

Como aspecto positivo, a Matriz dos Resíduos sublinha o número de habitantes servidos por ecoponto. A capitação é inferior a 500 habitantes por fluxo de ecoponto, a meta indicativa definida pelo Programa Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) II.

Para o horizonte 2009-2016, a autarquia estabelece três eixos de actuação fundamentais: adopção de medidas de prevenção e redução da produção de resíduos; mobilização ambiental dos cidadãos e optimização da gestão municipal de resíduos. No âmbito deste último eixo está prevista a promoção de combustíveis alternativos nas viaturas municipais de recolha e a divulgação pública anual dos resultados obtidos por Oeiras na gestão de resíduos.

Fonte: Ambiente Online