O ministro do Ambiente admitiu a introdução de portagens à entrada das grandes cidades portuguesas, mas ressalvou que este não é o momento para fazê-lo, já que depende da concordância dos municípios e da consciência das populações.

Francisco Nunes Correia falava em Lisboa à margem da cerimónia de assinatura de protocolos de duas medidas de desincentivo do uso do transporte individual, que envolvem a Galp Energia, a Carris e o Governo.

As medidas de “Car Pooling” e “Car Sharing” (aluguer e partilha de carros), considerou o ministro, são “uma porta de entrada que prepara a consciência das pessoas para isso (para as portagens à entrada das cidades)”.

“Várias vezes me têm perguntado porque é que o Ministério do Ambiente não promove portagens na entrada das cidades. Em primeiro lugar, isso não se pode fazer sem a aquiescência dos municípios. Por outro lado, mais importante ainda que os poderes locais é a consciência das populações”, considerou Nunes Correia.

Questionado sobre se considera “inevitável” a introdução de portagens à entrada das grandes cidades portuguesas, Nunes Correia respondeu: “Olhando para aquilo que é a trajectória das sociedades contemporâneas e olhando para aquilo que as cidades mais desenvolvidas hoje já fazem, porque é que Lisboa há-de ficar para trás? Porque há-de estar condenada ao subdesenvolvimento?”

“Este é o momento? Talvez não seja o momento. Neste momento estamos a lançar uma medida que eu acho que cria clima para isso”, admitiu. “Em Londres está a ser um modelo de sucesso, porque é que aqui não iria ser?”

Fonte: http://www.publico.clix.pt/