Um relatório da OCDE publicado este mês avalia a maturidade dos serviços on-line portugueses e atribui-lhes uma nota de 0,9 numa escala cujo máximo é 1. O estudo nota ainda que 90 por cento dos serviços do Estado estão já inteiramente disponíveis on-line (a medição foi feita em 2007). Com melhor classificação só a Áustria, que tem praticamente a nota máxima nestes dois indicadores.

O relatório analisa um total de 20 serviços públicos considerados fundamentais. Destes, 12 são vocacionados para o uso dos cidadãos (desde a apresentação on-line da declaração de rendimentos, até ao registo de viaturas, passando pelo acesso ao acervo de bibliotecas públicas). Os restantes oito são destinados a empresas.

Para estes serviços “serem bem sucedidos e para a eficiência ser alcançada, os cidadãos e as empresas têm de estar dispostos a usá-los numa base regular”, lê-se no documento. E, neste capítulo, onde a penetração dos computadores e do acesso Internet é crucial, Portugal cai abruptamente.

Em 2008, apenas 18 por cento dos cidadãos portugueses usavam serviços públicos on-line, o que coloca Portugal em 17.º lugar numa lista de 22 países. A média da OCDE era de 34 por cento e os lugares cimeiros coincidem com os países com mais penetração das tecnologias de informação. Noruega, Islândia, Holanda, Finlândia e Suécia encabeçam a lista, todos com taxas dearroba. utilização a ultrapassar os 50 por cento.

A posição de Portugal melhora no ranking do uso da Internet por parte das empresas. Com 75 por cento das empresas a utilizarem regularmente a Internet para interagir com o Estado, Portugal fica em 13.º lugar, próximo dos 77 por cento da média da OCDE.

Fonte: http://www.publico.pt/