O movimento ProTejo questionou, ontem, a ministra do Ambiente e diversas entidades ligadas à gestão da água sobre o alegado incumprimento, pelas autoridades espanholas, dos caudais mínimos do Tejo.

O movimento lamenta que as administrações portuguesa e espanhola “não disponibilizem oportunamente” informação sobre a matéria, o que faz com que, neste momento, seja “impossível” aos cidadãos saberem se a Convenção de Albufeira (que regula a gestão de caudais dos rios que atravessam os dois países) tem sido cumprida.

Diz o porta-voz do movimento, Paulo Constantino, que “neste momento, os caudais do rio Tejo encontram-se em níveis muito inferiores ao normal” e que, por isso, solicitou informação sobre a medição de caudais semanais, mensais e trimestrais em Fratel, em Cedilho e na Ponte de Muge, entre Outubro de 2009 e Julho de 2010.

O movimento reclama o direito à informação com base em directivas da União Europeia e não percebe por que é que estes dados não estão disponíveis no site da Comissão para Aplicação e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira. A petição foi remetida também ao presidente do Instituto Nacional da Água, ao presidente da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e à Delegação Portuguesa da Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento da Convenção.

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Fonte: Público