Após nove meses de negociações, a Carris e o Metropolitano de Lisboa chegaram finalmente a um acordo para a criação de um título único de transporte que permita aos residentes da capital aceder aos parques de estacionamento e transportes públicos. Resolvida a questão sobre como serão repartidas as receitas deste novo título, ficou definido que o seu custo para os utilizadores será de 49 euros, prevendo-se que o sistema esteja totalmente operacional em Setembro deste ano.

Uma das maiores dores de cabeça para quem todos os dias se desloca até ao centro de Lisboa para aí trabalhar ficará em parte resolvido como o novo título Carris/Metro/Parque (o qual terá a duração de 30 dias). Além de poder estacionar o automóvel num dos parques aderentes, os utilizadores do título terão depois a hipótese de se deslocar até ao centro de Lisboa através de um dos transportes da Carris ou então pelo metro. Para isso terão de desembolsar 49 euros todos os meses.

Naquela que foi uma das últimas medidas tomadas por Correia da Fonseca, enquanto secretário de Estado dos Transportes do Governo de José Sócrates, foi assinada no passado dia 18 de Junho uma adenda na qual se definem o modo como serão distribuídos pelas empresas de estacionamento e de transporte as receitas que serão arrecadadas. Fica assim resolvido um diferendo que já durava desde 20 de Setembro de 2010, altura em que surgiu o protocolo que previa a criação deste título único.

Segundo Nunes da Silva, o vereador para a Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, o sistema poderá estar totalmente operacional a partir de Setembro deste ano, existindo a possibilidade de ser aplicado mais cedo em alguns parques de estacionamento municipais. “Agora só falta a vontade de os operadores porem isto a funcionar”, afirmou o vereador ao jornal Público.

Por enquanto são nove os parques aderentes (sete da EMEL e três da Empark): Colégio Militar, Sete Rios, Álvaro Pais, Biblioteca Nacional, Universidade, Campo Grande, Areeiro, Estação do Oriente, Docas e Alvalade XXI.

No que respeita ao valor do título, os 49 euros estipulados poderão ser actualizados ainda este ano, “por força de alterações tarifárias que venham a ser decididas pelo Governo”, acrescentou Nunes da Silva.

Fonte: Jornal Arquitecturas