Wikileaks: utilizadores de iPhones, Blackberrys e Gmail estão a ser espiados
3-12-2011
Um ano depois de surpreender o mundo com a publicação de milhares de comunicados diplomáticos dos EUA, o Wikileaks acaba de publicar um estudo que revela que várias empresas têm vendido tecnologias que permitem espiar utilizadores de telemóveis e contas de e-mail.
Numa conferência de imprensa realizada em Londres, Julian Assange, líder do Wikileaks, começou por questionar a audiência: “Quem é que aqui tem um iPhone? E quem é que tem um Blackberry? E quem é que usa o Gmail? Bom, vocês estão todos tramados. A verdade é que os fornecedores de tecnologias de espionagem estão a vender, para vários países do mundo, sistemas de vigilância especializados nesses produtos”.
No regresso à senda de denúncias, o Wikileaks deu a conhecer um estudo com o sugestivo título de “The Spy Files”, que agrega 287 documentos relativos as atividades comerciais de 160 empresas em 25 países.
Para o líder do Wikileaks, o estudo confirma que várias marcas especializadas nas tecnologias de segurança têm fornecidos soluções para países que nem sempre se pautam pelos valores democráticos, abrindo caminho a novas formas de espionagem eletrónica. “The Spy Files” foi elaborado com base na informação recolhida por órgãos de comunicação social ou dedicadas ao jornalismo de investigação de vários pontos do mundo. Nos ficheiros agora revelados encontram-se manuais, brochuras e catálogos dos produtos vendidos pelas marcas especializadas no segmento da segurança eletrónica.
Além da apresentação de mais um conjunto de documentos polémico, o Wikileaks aproveitou a ocasião para dar mais uma prova de vitalidade: Assange anunciou que atualmente está a ser desenvolvida uma nova plataforma para receção de denúncias.
No seguimento do anúncio de desenvolvimento da nova plataforma, Julian Assange não ficou pelas meias medidas e deixou uma última acusação: o protocolo de encriptação do SSL já deixou de ser seguro e muitas as emissoras de certificados SSL têm sido alvo de ações de agências de espionagem.
Fonte: Exame Informática

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